Tenho medo de me ferir novamente. Evito sentir demais, demonstro frieza. Mas lá no fundo eu sinto tanto e tem uma chama que arde em meu peito. Só que ninguém percebe, eu escondo bem.
Desculpa a franqueza, mas amor não muda de acordo com a situação.
Quando as pessoas começam a dar risadas, eu estou sentindo a sua falta em dobro. Sei que a sua risada encheria muito mais do que uma sala ou uma casa, mas sim o meu corpo inteiro, a minha alegria que sempre fora fragmentada. E é no meio da multidão que você mais falta, embora a saudade também saiba doer no escuro da noite enquanto tento dormir com a cama tão cheia de espaços. Eu penso em como cada segundo seria contigo aqui. Acabo sempre sorrindo… Você me faria sorrir.
Não estou fingindo ser outro alguém, mas sim, é verdade, eu realmente escondo muito descontentamento atrás dessa pessoa alegre e engraçada que faço questão de mostrar para todos à minha volta.
É a história mais antiga do mundo. Um dia você tem 17 anos e está planejando o futuro. E então, sem você perceber o futuro é hoje. E então, o futuro foi ontem. E assim é a sua vida.
Que triste a troca de olhares entre dois desconhecidos que se conheciam tão bem.
Senti as mãos dela subindo pelas minhas costas, trazendo minha camiseta junto e deixei que ela tirasse. Depois disso, arranhou com força do meu ombro até a minha cintura, realmente cravando as unhas, deixando marcas. Eu gemi baixo e fiz uma careta.
— Machuquei você? — ela sorriu contra os meus lábios.
— Foi uma dor gostosa — respondi.
— Tô marcando território — ela passou as mãos por onde havia arranhado, fazendo só carinho dessa vez.
— E isso significa que?
— Você é meu.
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